Saiu na Forbes: o WordPress é a língua materna da Internet.
17% da web funciona por meio dessa plataforma livre, que dispõe seu código à comunidade global de desenvolvedores para que possa criar os mais variados temas e aplicações. Mas isso não significa, no caso do WordPress, que exista um domínio sobre as páginas, portais, ferramentas e redes que utilizam o serviço. Quebrando com o paradigma do cárcere, no qual uma vez dentro do sistema é preciso dar um braço e uma perna para manter o serviço atualizado ou realizar alterações, a Automattic trabalha tanto com wordpress.org quanto com wordpress.com.

Explico: na primeira opção, você pode baixar a documentação da plataforma, instalando-a gratuitamente em um servidor de sua escolha, podendo utilizar um dos 1600 temas disponíveis ou desenvolver o seu próprio a partir do código-fonte. Isso tudo sem necessariamente estabelecer relação econômica com a empresa. Já na segunda opção, você pode criar um blog dentro da rede deles, sem pagar nada por isso, ou então – e aí está a estratégia comercial – adquirir um pacote com ferramentas incríveis, que farão da sua página um Boeing 747. Ah, e você pode ser cliente VIP também!
É claro que existem outras fontes de renda e pacotes que se pode comprar mesmo utilizando a instalação do wordpress.org, mas a beleza do negócio é que um usuário “civil”, por assim dizer não necessariamente vinculado a uma entidade, pode montar o seu blog numa boa e sem custos, produzindo, hospedando e compartilhando o seu conteúdo com o Mundo. Essa é a grande sacada do século XXI e, surfando bem na crista dessa onda, vem Matt Mullenwag, o criador do WordPress, protagonizando toda uma revolução no modo de se pensar, consumir, produzir e publicar conteúdo. E tudo isso mantendo a sustentabilidade financeira através dos produtos e serviços agregados.
Essa nova visão diz respeito ao que podemos chamar de “fase estruturante” de uma outra sociedade. Depois disso tudo, que aconteceu na década de 2000, muita coisa foi desenvolvida em cima do WordPress e outras iniciativas paralelas que hoje permitem um alcance muito amplo a empresas, órgãos do governo, universidades, ONGs, sindicatos, movimentos sociais, blogueiros e blogueiras. Só na Ethymos, além das páginas e aplicativos sob medida, podemos exemplificar essa versatilidade com vários sistemas: o Jaiminho, que envia e-mails e SMS; o Àgora Delibera, ferramenta de democracia on-line e tomada de decisões.
Isso sem contar o Campanha Completa, uma parceria da Ethymos com o Hacklab, que é uma plataforma inteira. Com ela é possível obter automaticamente sites completos com integração e página de mobilização nas redes sociais; sistema completo de organização de contatos com segmentação por palavra-chave, dando à campanha liberdade para organizar os dados como quiser: por sindicato, bairro, área de interesse, profissão, inclusive permitindo várias palavras-chave para cada um ou vários contatos; o que, por sua vez, casa perfeitamente com a integração da plataforma ao Jaiminho; e, ainda, um sistema de georreferenciamento que permite cruzar todos os dados da campanha por satélite, mapeando placas, muros, cavaletes, votos da eleição passada, etc.
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